Cultura de tomates
Aconselhamento em nutrição da cultura
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Aconselhamento para o cultivo de tomates (Solanum lycopersicum)
Os tomates preferem solos com valores de pH entre 5,5 e 6,5.
Quando o pH é superior a 7,5, é provável que se verifiquem carências de B, Cu, Fe, Mn, P e Zn. Em solos com um pH inferior a 5,5, os tomates são suscetíveis a carências de P, Mo e Ca.
Os tomates desenvolvem-se melhor a temperaturas entre 18 e 27 °C. As plantas não produzirão bons frutos a temperaturas superiores a 34 °C, particularmente se o fornecimento de água for insuficiente.
As necessidades hídricas duma cultura de tomate industrial variam entre 4000 e 6000 m³/ha, enquanto que as culturas em estufas consomem até 7500 m³/ha. A necessidade de água é elevada desde a transplantação até à frutificação. Atinge o seu máximo durante o desenvolvimento inicial do fruto e é muito menor durante a maturação. Na realidade, um menor stress hídrico durante a fase de maturação melhora a firmeza do fruto, o teor de açúcar, o sabor e a sua conservação em bom estado, mas pode resultar em frutos de menor tamanho.

Revisão do tomate industrial

Tomate industrial
Requisitos nutricionais
Estimativa da absorção de nutrientes (kg/t):
| N | P2O5 | K2O | MgO | SO3 | CaO | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Kg/T | 2,7 | 0,5 | 3,6 | 0,9 | 0,9 | 2 |
| B | Cu | Fe | Mn | Mo | Zn | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Mg/Kg | 10-50 | 1-10 | 30-100 | 10-50 | 0,1-1 | 10-50 |
Fonte: Christou et al. 1999
Dinâmica da absorção de nutrientes durante o período de cultivo do tomate
Função dos nutrientes
| Parâmetro principal | N | P2O5 | K2O | MgO | SO3 | CaO |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Rendimento | + | + | + | + | + | |
| Crescimento das plantas | ++ | + | + | + | + | |
| Cualhado dos frutos | - (*) | |||||
| Número dos frutos | + | |||||
| Firmeza dos frutos | + | |||||
| Cor do fruto | + | ++ | ||||
| TSS | + |
(+ = melhora; – = diminui; +/- = resultados variáveis, consoante a dose de nutriente aplicada
(*) Uma fertilização excessiva com N pode atrasar a fase reprodutiva
Deficiências de nutrientes
| Nutriente | Descrição | |
|---|---|---|
| Azoto | Clorose geral das folhas mais velhas de uma planta. Crescimento mais lento e plantas mais pequenas; menos flores e rendimento reduzido. | |
| Fósforo | As plantas desenvolvem-se muito lentamente, ficando atrofiadas mesmo na maturidade; cor mais brilhante do que o normal, superfície inferior da folha cinzento-esverdeada. Os folíolos enrolam-se para cima em caso de deficiência grave; ocorre em solos pesados e calcários, onde o P pode ser fixado. | |
| Potássio | Os sintomas aparecem em folhas jovens e de tamanho normal, necrose por queimadura da margem da folha e das pontas das folhas. Em estádios avançados, a necrose aparece nos espaços interveinais entre as nervuras principais, juntamente com clorose interveinal. Mais frequente em solos pouco lixiviados. | |
| Cálcio | Necrose da base da folha, podridão da extremidade da flor (colapso da parte distal do fruto). As carências são graves em solos com pH inferior a 5, salinidade e calor. | |
| Magnésio | Os sintomas aparecem primeiro nas folhas mais velhas, com clorose geral, enquanto as nervuras permanecem verdes. Em casos graves, o aspeto queimado é devido à necrose interveinal. Pode aparecer em solos arenosos e quando são aplicadas doses elevadas de K. | |
| Enxofre | Os sintomas são semelhantes aos da deficiência de N, mas a clorose é uniforme e generalizada a toda a planta, incluindo as folhas mais jovens. A cor avermelhada típica desenvolve-se nos pecíolos e nas nervuras das folhas. | |
| Boro | Os sintomas começam normalmente nas folhas jovens, com uma cor mais clara; a deficiência grave manifesta-se nas folhas mais velhas como clorose interveinal, que evolui para uma tonalidade amarelo-alaranjada intensa. Folhas quebradiças que podem apresentar bordos enrolados, extremidade do pedúnculo do fruto com cortiça nos tomates. | |
| Cloro | Folhas de forma anormal com clorose interveinal distinta, a clorose ocorre em depressões planas e suaves na zona interveinal da lâmina. Em casos mais avançados, aparece um bronzeado caraterístico na parte superior das folhas maduras. Pode ser encontrada em zonas interiores muito lixiviadas. | |
| Cobre | Folhas enroladas, com pecíolos curvados para baixo. Pode aparecer como uma ligeira clorose geral, juntamente com uma perda permanente de turgor nas folhas jovens; as folhas recém-maduras mostram uma marmoreação verde distinta, com áreas branqueadas a um cinzento esbranquiçado. | |
| Ferro | A deficiência de ferro começa como uma clorose interveinal das folhas mais jovens, progride para uma clorose geral e termina como uma folha totalmente branqueada. A clorose na base das folhas, com alguma malha verde, até ao ponto em que as folhas se tornam quase completamente brancas, recupera com a aplicação de ferro. | |
| Manganês | Nas fases iniciais, aparece uma ligeira clorose nas folhas jovens; nos casos mais graves, as folhas maduras apresentam nervuras reticuladas. As folhas desenvolvem então uma necrose castanho-acinzentada ao longo das nervuras. Ocorre em solos com pH elevado, calcários ou excessivamente calcários. | |
| Molibdénio | Um sintoma precoce da deficiência de molibdénio é a clorose geral, muito semelhante à deficiência de azoto, mas sem a coloração avermelhada na parte inferior das folhas. Em caso de carência severa, as folhas ficam com uma inclinação para cima e manchas mosqueadas, que se desenvolvem em grandes áreas cloróticas interveinais. | |
| Zinco | Provoca o atrofiamento das plantas e o enrolamento ascendente das folhas jovens, podendo aparecer zonas de cor cinzenta-acastanhada a bronze nas folhas. Aparece em solos alcalinos ou quando é aplicado demasiado P. |
Fuente: https://vikaspedia.in










